quinta-feira, 27 de maio de 2010

UM CASO DE PSORIASE TRATADO PELA PSICOTERAPIA HOLÍSTICA TRANSPESSOAL:

Apresentamos aos interessados um caso de Psoríase, tratado pela psicoterapia holística transpessoal, que por sua clareza e simplicidade elucida bem este tipo de procedimento.
A paciente I.S.U.N., de 49 anos, me foi trazida pelo clínico Paulo Carvalho, que acompanhou o caso e fotografou, antes e depois, o estado da paciente.


O primeiro atendimento para embasamento de toda a historia da paciente ocorreu no dia 10 de novembro de 2009, das 15h as 18:30h. A paciente apresentou-se com aparência geral bem energizada e lúcida. Iniciou lamentando suas pesadas cargas de vida, sem, entretanto, se lastimar. Queixou-se de alguns momentos de depressão e também de ter sido excessivamente benevolente com o filho de 27 anos, o qual encontra-se em estados finais de aniquilamento por dependência de craque. Esse filho, viciado desde os 13 anos, vem fazendo da vida dela um inferno. A paciente, que é viúva, soube que ele era viciado a cerca de 3 anos. O marido, que era alcoólatra, morreu há cinco meses. A decadência do filho, os aperreios com os impactos da droga, agonias indescritíveis, levaram este pai ao fundo do poço e à morte prematura. A princípio o marido bebia e ficava alegre, com o tempo e com o problema do filho, afundou-se no alcoolismo. Batia muito no filho para combater os efeitos do craque. Esse marido passou a perturbar muito a paciente e a bater frequentemente nela. Com a decadência física e moral do marido, a paciente passou a manter a casa a duras penas, no ambiente de sofrimento difícil de imaginar. Tinha que cuidar do filho e do marido com um salário mínimo e algumas atividades precárias como complemento. O filho pega tudo para vender, vendeu até uma parte da casa da favela onde morava. Ela veio morar numa outra casa alugada, onde o filho passou a viver também com ela. Os detalhes são difíceis de relatar num quadro desses.





A paciente contou que seu pai ficou viúvo e passou a assediar sexualmente as três filhas, as duas mais velhas se submeteram. Uma chegou a engravidar e ser ameaçada de morte pelo pai, a fim de provocar o aborto. Em seguida ele dirigiu-se à paciente que tinha apenas 14 anos, chegando abusar sexualmente dela. A paciente diferentemente das duas irmãs reagiu. No dia seguinte na frente de todos os irmãos e irmãs exigiu que o pai abrisse a porta e foi embora de casa. Passou a trabalhar e a lutar sozinha, sempre muito disposta e com muita coragem. Casou-se aos 20 anos com um homem bem mais velho que ela. Em 2002 começou a sofrer de Psoríase. Tendo suportado com coragem e persistência toda uma vida trágica. Chegou a vez de uma conseqüência física de todo o seu sofrimento moral praticamente constante. A nossa conclusão é de que suas erupções de pele, foi o que de mais leve poderia ter acontecido, pois poderia ter sucumbido a enfarte, derrames, câncer ou outros quaisquer tipos de agressões mortais, inclusive derivando para o álcool, drogas ou qualquer outro tipo de fuga.




O médico Paulo Carvalho comunicou-me que a paciente fumava muito, e que eu só poderia atendê-la quando ela parasse de fumar. Não me lembrava mais disso, porém ela, no final dessa primeira sessão, me disse que estava sem fumar há quatro meses. Este fato contundente revela a força de determinação de I.S.U.N.
Durante a sessão, ela falou e desabafou muito. Manifestou, por gestos e expressões, que estava vivendo naquele momento um processo de alívio e alto abastecimento energético, talvez nunca vivido. Apresentava-se como uma guerreira, muito vitoriosa, com ferimentos sem maiores conseqüências de uma guerra sem quartel, que foi e continua sendo sua vida. Disse-lhe que ela teve na vida três cruzes pesadas, primeiro o pai, segundo o marido e a terceira este filho, que poderá ser para ela uma arma mortífera poderosa. Falei muito claramente que para este filho não tem jeito, que tome cuidado com ele, e se prepare para a morte dele dentro de pouco tempo. I.S.U.N gosta da vida. Nunca perdeu este gosto, está nova, bonita e forte, tem condições de ser ainda muito feliz. Que nossas vidas são eternas, que a nossa verdadeira vida é a da nossa consciência, que permanece viva depois da morte física, que somos essência universal única. Que tudo está em evolução, que podemos abrir nossos canais de mútuas energizações, com as fontes inesgotáveis do cosmo. Que a morte é uma questão relativa. Ela é tão livre que deu plena assistência ao pai nos seus últimos dias, com um câncer de pulmão. O pai pediu-lhe perdão e ela foi altiva: que já o tinha perdoado, pois estava ali para servi-lo independentemente de tudo o que tinha acontecido. Isso é a maior prova de que nunca foi atingida pelas grandes pressões que a vida lhe trouxe. No final falei-lhe em levá-la, na próxima sessão, ao estado de relaxamento físico e mental, no entanto com o consciente atento a tudo a que a mente superior apresentar como oportuno para que ela desenvolva uma ordem energética super-ativa evolutiva. Por este processo poderá alcançar estágios de alto poder de cura, que poderá fazê-la dispensar as defesas mantidas até hoje através da Psoríase. Os aprofundamentos e explicações sobre esses fenômenos cabem aos teoricamente interessados. A nossa função é aceitar as infinitas condições de auto-cura, e sermos conscientes das funções que o universo nos coloca, e cumpri-las do melhor modo. I.S.U.N é profundamente humana e de uma condição imensa de ser feliz. Revelou-me ter passado por processo psicoterapêutico. Revelou grande proveito, aprendeu a dizer “não”. Sentiu-se bem melhor em sua auto-aceitação.




Cremos que as fortes pressões da vida, aumentada pelo processo de decadência do filho, a tenham levado a um psicosomatismo em forma de Psoríase a partir do ano 2000.

Segunda sessão de tratamento: 22 de janeiro de 2010 das 9:30h as 11:30h :
Relaxamento para expansão da consciência:

Excelente processo de aprofundamento. Viu-se numa casa de bom nível num dia de chuva, onde havia muitos prédios. Primeiro viu uma luz ao longe. Essa luz, concluímos depois, tratar-se de evoluída energia de iluminação de fatos, dos quais precisava tomar conhecimento. Imaginamos esta luz representar a energia do seu marido, que nessa vida passada a amava muito. Poderemos dizer que esta luz apresenta-se como proteção superior a sua vida atual. G.S.U.N se viu como uma mulher de 34 anos; recebeu o marido amorosamente nesta casa onde moravam. Neste instante a fisionomia da paciente refletiu uma profunda felicidade e sentido de um amor imenso vivido por ambos. Na seqüência esse homem foi assassinado ao ser roubado. G.S.U.N enlouqueceu. Foi levada para o hospício, onde passou o resto de sua vida. Lá tinha conforto físico, mas sentia-se muito só. Ninguém procurava falar com ela. Médicos e enfermeiras passavam indiferentes. Fui levando-a no tempo até o momento de sua morte. Morreu tranquilamente. Durante a morte foi assistida pelo marido e mais duas pessoas em estado de energias espirituais.




Fiz que viesse ao nascimento seguinte. Veio nascer nesta atual vida. A gravidez da sua mãe foi com muito sofrimento. O pai batia muito na esposa e ela, como feto, sofria muito. Passou a rever fatos já relatados na primeira sessão deste tratamento:
Os abusos sexuais do pai com ela; reviu sua iniciativa e força ,sua coragem e a condição suprema de não perder o gosto pela vida.
Vi mais uma vez como um grande amor tem uma força infinita que garante, pelas vidas a fora, potencialidades que preservam e fornecem energias surpreendentes. G.S.U.N está inteira. Levantou-se esbelta e feliz, como é de seu feitio. Creio que algumas emoções que estavam ainda presas em seu inconsciente foram liberadas. Senti-a livre, leve e muito natural. É possível que por este processo de hoje, todos os fatores que constituíram a instalação da Psoríase também tenham sido dissipados. Aguardemos.
Orientei para ficar bem atenta ao que vier a sentir nos dias subseqüentes.

Observações complementares de sentido espiritualista:

A partir da perda daquele grande amor, que a levou a loucura, deve ter ficado instalado em G.S.U.N energias de potencialidades infinitas. Estas forças vêm fornecendo nesta atual vida poderes superiores aos comuns para enfrentamento das pressões. Creio que este homem a quem ela tanto amou e foi igualmente amada, esta entidade energética, a protege com poderes de amor infinito.

Observações finais:

Falei ontem, 25 de março de 2010, com G.S.U.N. Ela encontra-se em excelente estado de saúde. Todos muito admirados com a sua cura. Marquei com ela mais algumas sessões de psicoterapia de apoio, para reforçar conscientemente todo o seu processo, levando-a a seguir avante em sua evolução plena.

OBS: estamos abertos a comentários de qualquer ordem.
Os aspectos de sentido espiritualista são respeitados e poderão ser bem melhor esclarecidos pelos conhecedores destas filosofias.

São 12 horas, terça feira 31 de março de 2010. Acabo de atender GSUN numa sessão geral de apoio visando seu progresso saudável. Este é o meu terceiro atendimento a ela. Continua firme e forte, determinada a não ser interrompida por ninguém, neste seu lúcido evoluir. No final me fez este seguinte depoimento espontâneo:
“ Hoje, descobri a vida de novo. Eu me sentia uma plantinha morta, sem água e sem estrume. Hoje eu sinto que sou uma árvore que transmite sombra, ampara as pessoas. E sinto como, todos os dias, estou sendo bem cuidada. Eu acho assim: foi uma coisa tão boa, que eu precisava curar a Psoríase, mas eu encontrei muito mais que isso, mais do que eu imaginava, fiquei com a mente mais aberta. Deixei de ser boba. Eu levava muito baque, e o pessoal me achava boba. Me sinto forte e assim eu não paro no meio do caminho não, eu enfrento qualquer problema com uma naturalidade que não existia em mim. E, graças a Deus, através desse tratamento eu descobri que sou muito útil e que a vida me dá muitos motivos de viver feliz, coisa que eu achava que nunca ia sentir.
Antes desse tratamento eu sofri de bastantes preconceitos. Fui a vários médicos. As pessoas se afastavam de mim. Falavam que era sífilis. Tinham nojo de se aproximar. Quando eu chegava no refeitório, as pessoas olhavam e iam saindo. Eu terminava só. Na praia também. Quando eu ia à praia, o pessoal sentava bem distante e olhando, tudo desconfiado pro meu lado, como se eu tivesse uma lepra e contaminasse eles. Hoje eu estou livre desse preconceito. As pessoas voltaram a se aproximar. Se espantaram ao ponto de querer saber como que eu fiquei curada tão rápido”

terça-feira, 2 de março de 2010

Passado, presente e futuro

Normalmente se diz que o passado não pode ser apagado. Realmente, emoções tarumáticas podem ficar reprimidas no inconsciente. Essas emoções costumam interferir muitas vezes inoportunamente em nossas atitudes, levando-nos a constrangimentos maiores ou menores. As psicologias holísticas transpessoais podem remover estas emoções de modo simples e rápido levando nossa mente a novas programações de vida livre destas incoveniências repressoras. Assim nosso presente vai se liberando de pontos de uma passado desagradável, proporcionando uma positiva direção para o futuro. Toda essa divisão do tempo cronológico em passado, presente e futuro vai tomando um sentido de tempo único e contínuo crescentemente pleno e aliviante daquelas cobranças interiores consequentes a nossa formação tradicional de sentido repressivo e culposo, libertando-nos de preconceitos e limitações.

Sobre depressão

Toda depressão é um processo pós traumático que leva a profundos sofrimentos na alma; a origem do trauma pode ser física ou psíquica. Depressões devem ser tratadas em conjunto pela medicina e pela psicologia numa unidade transdisciplinar. Como outras pressões que levam a estados descompensatórios, fundamental na depressão é apoiar o tratamento médico de aliviação dos sintomas com o apoio psicoterapeutico, voltado para a localização dos fatores que desencadeiam os sofrimentos da alma.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Nosso interesse em analisar casos clínicos leva-nos a apresentar mais essas informações:

O campo mental do cliente amplia-se na medida em que ele aumenta a visão de si mesmo como componente energético universal. Pelos novos paradigmas científicos, nossas percepções podem ir a níveis de consciência bem além daqueles que usualmente utilizamos. São posições da física moderna da qual nossas instituições científicas, ainda bem arraigadas na física clássica, encontra-se muito distanciadas.
Na visão quântica, nossa mente segue em frente além dos limites cerebrais, atuando num contínuo com o universo do qual faz parte numa amplitude para além de nossas dimensões cronológicas. Nesses estados mentais superiores , podem ocorrer alcances de memórias sem fim, explicados tanto por recordações de situações realmente vividas, como por alcances de perspectivas futuras , além de elucidações possíveis de ocorrer nestes estados extra-físicos.
Essa visão quântica, dá sentido para a dinâmica das psicoterapias holísticas transpessoais.

Psicoterapeuta Paulo de Moraes Marques

Formação em terapia regressiva em vivências passadas pelo Instituto Brasileiro de Vivências Passadas de São Paulo, 1992.

Formação em psicologia pela Universidade Católica de Pernambuco, 1977.

Conselho Regional de Psicologia, CRP: 7472/02
Contato:
telefone: (81)34638313
email: paulomarquestrvp@gmail.com

domingo, 8 de novembro de 2009

Algumas considerações sobre as psicoterapias de bases holísticas transpessoais com relação às psicoterapias convencionais:

Faz-se oportuno deixar claro a ausência de qualquer sentido de superação por parte das psicoterapias de base transpessoal frente às psicoterapias convencionais.
O sentido que trazem a mais é a possibilidade de ampliação e aprofundamento no processo diagnóstico curativo, sendo assim a questão é apenas de complementaridade com base nos novos paradigmas da física moderna. A visão holística considera o ser humano fazendo parte do sistema energético universal numa dimensão contínua.
A visão transpessoal considera esse sistema energético seguindo em frente na forma de ondas para além do seu funcionamento limitado às vibrações cerebrais.
Em seu funcionamento como ondas a energia mental obtém alcances ilimitados ultrapassando o tempo linear cronológico. Nestas dimensões tratamentos psicoterapêuticos continuam podendo complementar e ou serem complementados por tratamentos médicos. Lembrar também que, durante atendimento clínico em estado transpessoal a pessoa acompanha conscientemente os afloramentos de suas percepções, tanto as extrafísicas atemporais, como as cronológicas temporais. Desta forma as terapias convencionais podem tranquilamente utilizar as dimensões transpessoais como uma continuidade natural de suas ações.
Passemos a oferecer embasamentos oportunos a essas nossas considerações complementares.
Tomemos informações de Fritjof Capra em seu livro “Sabedoria Incomum” onde esse expoente ocidental da física quântica, que dispensa apresentações, relata seus contatos com autoridades científicas no período em que se preparava para a elaboração de suas duas obras básicas mundialmente conhecidas, quais sejam: “O Tal da Física” e “Ponto de Mutação”.
“Stanislav Grof e R. D. Laning:
Quando decidi escrever um livro sobre as limitações da visão de mundo mecanicista e o surgimento de um novo paradigma em diversos campos do saber, ficou bem claro para mim que eu não poderia empreender tal tarefa sozinho. Teria sido impossível apreciar a volumosa literatura de uma única outra disciplina que não a minha a fim de descobrir onde as principais mudanças estavam ocorrendo e onde começavam a surgir novas idéias significativas - quanto mais tentar isso em varias delas. Por tanto, desde o início concedi minha tarefa como resultado de algum tipo de esforço conjunto. Decide concentrar-me em quatro disciplinas – biologia, medicina, psicologia e economia – e, no inicio de 1977, comecei a procurar pessoas que pudessem me assessorar nesses campos. Quando comecei a procurar conselheiros, não empreendi uma busca sistemática, ou qualquer coisa do gênero. Em vez disso, concebi a tarefa como parte de minha pratica taoista. Eu sabia que tudo que tinha a fazer era permanecer alerta e dedicado ao meu propósito, e mais cedo ou mais tarde as pessoas certas cruzariam o meu caminho. Sabia quem eu estava procurando: indivíduos com um conhecimento sólido e abrangente de suas áreas de especialização; que fossem pensadores profundos que partilhassem de minha visão holística; que tivessem feito contribuições significativas em suas áreas de estudo, mais que houvesse rompido os limites estreitos das disciplinas acadêmicas; pessoas que, como eu, fossem rebeldes e inovadoras. Foram anos ricos ao extremo em aventuras intelectuais, anos em que meu conhecimento se expandiu perceptivelmente. O que se ampliou de maneira mais nítida foi talvez meu entendimento de psicologia, disciplina sobre a qual eu sabia pouquíssimo e que se transformou num fascinante campo de aprendizagem, experiência e crescimento pessoal. Durante os anos 60 e início dos 70 eu me envolvera em prolongadas explorações dos múltiplos níveis de consciência; porem, essas explorações tiveram lugar no âmbito das tradições espirituais do oriente. Eu aprendera com Alan Watts que essas tradições, sobretudo o budismo, podiam ser consideradas como o equivalente oriental da psicoterapia ocidental, e foi essa a visão que expressei em o “O Tal da Física”. No entanto, eu afirmara isto sem conhecer de fato a psicoterapia. Havia lido apenas um ensaio de Freud e talvez dois ou três de Jung, a quem eu apreciava por ser alguém em quase perfeito acordo com os valores da contracultura. ”(...)”Dessa forma, meus conhecimentos de psicologia foram aumentando e se aprofundando aos poucos com o passar dos anos. Entretanto, essas discussões foram apenas um prelúdio ao meu intercambio com dois homens extraordinários que me instigariam intelectualmente, forçando meu pensamento ate seus limites; dois homens a quem devo a maior parte da compreensão que tenho dos múltiplos domínios da consciência humana – Stanislav Grof e R. D. Laning. ” (...) ”Boa parte da condição existente na psicoterapia contemporânea, concluiu Grof, provem do fato de cada pesquisador ter concentrado a atenção basicamente num determinado nível do inconsciente e depois ter tentado generalizar as próprias descobertas para a mente humana em sua totalidade. Muitas das controvérsias entre as diferentes escolas podem ser conciliadas graças a essa simples constatação. Todos os sistemas envolvidos talvez representem descrições mais ou menos precisas do aspecto ou do nível do inconsciente que estão tentando descrever. O que precisamos agora é de uma ‘Psicologia bootstrap’ que integre os diversos sistemas numa coleção de mapas capaz de cobrir toda a gama da consciência humana. ” (...) ”O ultimo grande domínio da cartografia do inconsciente de Grof é o das experiências transpessoais, que parecem ajudar a esclarecer a fundo a natureza e a relevância da dimensão espiritual da consciência. As experiências transpessoal envolvem uma expansão da consciência alem das fronteiras convencionais do organismo e, em conseqüência disso, uma ampliação do sentido de identidade. Podem envolver anda percepções do meio ambiente que transcendem os limites usuais da percepção sensorial e que muitas vezes se aproximam da experiência mística direta da realidade. Como o modo transpessoal da consciência em geral transcende o raciocínio lógico e a analise intelectual, é extremamente difícil se não impossível descrever-la em linguagem concreta. ” (...) “Na realidade, Grof constatou que a linguagem da mitologia, por ser muito menos restrita pela lógica e pelo senso comum via de regra parece mais apropriada para descrever as experiências no domínio transpessoal. Depois de explorar meticulosamente os domínios perinatal e transpessoal ele ficou convencido de que a teoria freudiana teria de ser consideravelmente expandida para acomodar os novos conceitos que ele elaborara. Essa conclusão conhecidiu com a sua mudança para os Estados Unidos, em 1967, onde encontrou um movimento bastante vital na psicologia norte americana conhecida como “Psicologia humanista” um movimento que já conseguira ampliar a disciplina para muito alem do âmbito freudiano. Sobre a liderança de Abraham Maslow, os psicólogos humanistas empenhavam-se em estudar indivíduos saudáveis como organismos integrais. Preocupavam-se sobre tudo com crescimento pessoal e a “auto-realização”, reconhecendo o potencial inerente em todos os seres humanos. Os psicólogos humanistas concentravam a atenção na experiência e não na análise intelectual. Dessa forma, foram desenvolvidas muitas novas psicoterapias e escolas de “trabalho corporal”, conhecidas coletivamente como o “movimento do potencial humano”. Embora a obra de Grof tenha sido recebida com entusiasmo pelo movimento do potencial humano ele logo descobriu que ate mesmo o âmbito da psicologia humanista era demasiado estreito e confinante. Assim em 1968 fundou, junto com Maslow e vários outros, a escola de psicologia transpessoal, preocupada especificamente em reconhecer, entender e consumar estados transpessoais de consciência.”
(...)
“A essa altura mencionei o tema básico de meu novo livro, começando pela idéia de que as ciências naturais, e também as ciências humanas e os estudos clássicos, tinham se moldado na física newtoniana, e que um número cada vez maior de cientistas estava então percebendo as limitações da visão de mundo mecanicista e newtoniana, afirmando que eles teriam de modificar radicalmente suas filosofias subjacentes se quisessem participar da transformação cultural contemporânea. Expus em particular os paralelos entre a física newtoniana e a psicanálise que eu discutira com Grof.”


Psicoterapeuta Paulo de Moraes Marques

Formação em terapia regressiva em vivências passadas pelo Instituto Brasileiro de Vivências Passadas de São Paulo, 1992.

Formação em psicologia pela Universidade Católica de Pernambuco, 1977.

Conselho Regional de Psicologia, CRP: 7472/02
Contato:
telefone (81)34638313
email: paulomarquestrvp@gmail.com

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Observações necessárias:

Idéias que admitem dimensões extras físicas incomodam de frente o sentido tradicional da cultura cientifica do ocidente de bases cartesianas e mecanicistas. Considerar a pessoa humana componente de um contínuo energético infinito, como é o caso da psicoterapia de vivencias passadas de sentido holístico e transpessoal, exige pelo menos de quem se propõe a utilizá-las algumas considerações éticas.
Por isso sinto-me no dever de respaldar minhas opiniões em autoridades do mundo ocidental, tanto sobre o processo psicoterapêutico diretamente, como em relação às modernas visões científicas de sentido quântico.
Comecemos pelo doutor Morris Netherton, Phd da Association For Past-life Research and Therapy- Califórnia USA na introdução do seu livro “Vidas Passadas em Terapia” – “como psicólogo clinico (...) especializei-me numa técnica relativamente nova e não ortodoxa denominada (terapia das vidas passadas).Ela lida com as encarnações e conseqüentemente, com uma torrente de incidentes traumáticos que o inconsciente parece ser capaz de aflorar, os quais datam de séculos ou talvez de milênios”- “os povos ocidentais tendem a encarar a reencarnação em termos do oculto e do bizarro.A encarnação , porem, é parte do fundamento da filosofia praticada por 900 milhões de hindus, budistas e janaistas.””A Terapia das Vidas Passadas trata da reencarnação como um fato provado,o que certamente é diferente. Tenho serias duvidas de que a reencarnação possa jamais ser provada, realmente, não tenho interesse em prová-la ”.”A Terapia das Vidas Passadas não depende da “veracidade” da reencarnação, mas em deixar de lado a questão da “veracidade” de modo a trabalhar no sentido de sanar os problemas comportamentais do paciente.”
No prefacio da primeira edição americana deste citado livro, diz o doutor Walter Stiss - M.D (doutro em medicina).
“o doutor Netherton não propõe que A Terapia das Vidas Passadas exclua a necessidade de tratamento medico. Ela não pode curar um mal físico que já atingiu o corpo.porem médicos têm observado com freqüência que certos doentes sentem uma necessidade psicológica de suas enfermidades.A Terapia das Vidas Passadas pode ajudar o individuo a perceber de onde vem o seu apego a doença, possibilitando-lhe liberta-se dela.”
Outra grande autoridade mundial em psicologia das vidas passadas é o psicólogo inglês Roger J. Woolger, radicado nos Estados Unidos. Em seu livro “As Varias Vidas da Alma” deixa claro como a pessoa em estado de ampliação da consciência vai alem dos limites do alcance cerebral levando a lembranças a tempos bem anteriores a seu momento atual. Acompanhemos suas reflexões:
“enquanto estou sentando ouvindo cada cliente expor suas preocupações com a carreira, dinheiro, relacionamento, sexo, família ou qualquer outra coisa, exercito a capacidade de ouvir as outras historias – As historias que estão por trás ou por baixo da historia apresentada.Ao deixar minha imaginação intuitiva lançar uma rede maior, descobrir que, por trás de cada queixa pessoal - compulsivamente, medo de voar, impotência, preocupações com dinheiro, depressão, e assim por diante – existe historias mais antigas e mais complexas, com eventos freqüentemente muito mais devastadores e cataclísmicos do que os medos superficiais que meus clientes se acham enumerando.””quando ouço historia de um cliente também observo e entro em sintonia com sua linguagem corporal, alem de anotar com cuidado a historia de suas doenças físicas, observando principalmente quais os que estão de acordo com sua vida. Descobrir que para cada sintoma físico crônico – em particular aqueles que resistem ao tratamento convencional, como por exemplo, dor nas costas, ejaculação precoce, asma – embutido no sintoma existe uma historia mais antiga de desastre, privação ou morte violenta. As dores nas costas produzem imagens de punhaladas, espancamento, esmagamento, fraturas e de carga; a ejaculação precoce evoca memórias de vergonha, humilhação, tortura sexual; a asma trás consigo temores de afogamento, asfixia, morte por sufocamento e assim por diante.”
Não podíamos deixar de apresentar opiniões do doutor Brian Weisse este importante psiquiatra Norte-Americano, que em Miami possui clinica de grandes dimensões sobre a terapia das vidas passadas. Diz ele em seu livro “A cura através da Terapia de Vidas Passadas”.”um analista tradicional poderia achar que a lembrança de vidas passadas seria apenas uma fantasia psicológica ou projeção e embelezamento de um aspecto ou trauma de infância. Minha experiência e a de outros terapeutas que me escreveram sobre seus casos dizem o contrario. Lembranças, impulsos e energias de vidas passadas parecem formar ou criar o padrão da infância nessa existência. É simplesmente outra repetição ou reunião de padrões preexistentes. Na verdade, este fenômeno de inputs anteriores de vidas passadas aflorando na infância e repetindo-se uma vez mais é muito similar ao conceito de neurose e compulsão repetitiva que Freud formulava por hipótese (isto é, traumas ocultos no passado resultando nos sintomas presentes e precisando ser descobertos para aliviar estes sintomas ). Minha única discordância com a analise convencional sobre essa questão especifica é que o espaço de tempo para Freud era pequeno e limitado, precisando ser estendido alem desta existência para alcançar a raiz de alguns problemas. Quando este espaço é ampliado, costuma ocorrer rápidos e eficazes resultados terapêuticos. Como terapeuta ou paciente, você não precisa acreditar em vidas passadas ou na reencarnação para que a terapia de vidas passadas funcione. A prova está na eficácia. Mas de uma vez ouvi de um colega psicoterapeuta:”Ainda não sei se acredito nessa historia de vidas passadas, mas eu a utilizo e realmente funciona”.”
Escutemos mais uma vez o doutor Roger Wooger:
“minhas crenças pessoais, que aparecem de forma intermitente na seqüência do livro (As Várias Vidas da Alma) foram alimentadas pelos mestres da tradição psicanalista, em particular Freud, Jung e Reish e por meu contato com a tradição autêntica sobre a forma do Budismo Theravada, com sua prática de meditação vipassana.Intelectual e espiritualmente sinto mais afinidade com o que hoje se chama psicologia transpessoal, o movimento que procura percorrer a síntese entre as perspectivas psicologica e espiritual”(...)”mesmo hoje, ortodoxa como a psicologia froidiana do ego, o Behaviorismo e a psiquiatra procura exercer um controle monoteísta sobre as escolas alternativas que proliferam no campo da psicologia, tais como a abordagem reichiana, a gestalt, a parapsicologia e a visão feminista escolas que, em conjunto expressam o novo politeísmo. Estas novas heresias são perseguidas de forma sutil, pelas leis que regulam a licenciatura, pelas companhias de segura e pela pesquisa doutrinaria.A American Psychologial Association (Associaçao Americana de Psicologia) acabará excomungando toda essa área, como fez a alguns anos com a parapsicologia.”(...)”muitos seguidores contemporâneos de Jung parecem tão aterrorizado com “a maré negra do oculto” quanto Freud, a julgar pelo numero de associações Junguianas que, de forma educada, mas firme, excluíram-me de seus programas de conferências e workshops, depois que meu interesse pelas vidas passadas tornou-se conhecido.”
Pra finalizar essas complementações de apoio visando oferecer esclarecimentos sobre a psicoterapia das vivencias passadas escutemos Pierre Weil, este profundo estudioso da psicologia moderna.
“Pierre Weil doutor em psicologia pela universidade de Paris é nome consagrado na psicologia contemporânea, com mais de trinta obras publicadas em diversos idiomas. Graças à liderança de Pierre Weil e uma equipe de colaboradores de alto padrão, Brasília foi consagrada com a terceira Universidade da Paz do mundo, depois de Tóquio e Costa-rica.”
Caminhemos com Pierre Weil em seus esclarecimentos sobre os antigos e novos paradigmas das ciências em seu livro “A Mudança de Sentido e o Sentido da Mudança”.
“O Paradigma Newtoniano-Cartesiano:
Até bem pouco tempo, era ponto pacifico e bastante tranqüilizante o ponto de vista segundo qual a pesquisa científica devia se fundamentar no controle de nossos cinco sentidos e no raciocínio lógico indutivo e dedutivo. Um observador, emocionalmente neutro e impessoal podia assim descobrir fatos e leis; que podiam ser redescobertos por outros pesquisadores, permitindo uma validação consensual considerada indispensável; a possibilidade dessa validação por outros pesquisadores era e é ainda baseadas nas bem conhecidas leis da causalidade e do determinismo: Nas mesmas condições experimentais as mesmas causas produzem o mesmo efeito, e doto fenômeno tem uma causa da qual ele constitui um efeito. A lei de causa-efeito esta, por sua vez, fundamentada no paradigma newtoniano-cartesiano, cuja característica essencial e a de ser mecanicista, isto é, fundamentada na convicção de que todos os fenômenos podem ser reduzidos a partículas atômicas e que o universo todo funciona como uma máquina, em que o movimento são as peças solidas e matérias. Tanto para Newton quanto para Descartes, a causa última era Deus. Mas, pouco a pouco, este Deus externo morreu, ficando apenas as leis e concepções mecanicistas, cujos sucessos foram tais que permitiram ao homem ir à lua e desintegrar o átomo. Mas esta ultima operação levantou questões fundamentais, que culminaram no nascimento de um novo paradigma em física, enquanto as ciências biológicas e humanas, mais especialmente a psicologia e a medicina, que tinham largamente se inspirado no antigo paradigma da macrofísica do século XIX, continua até hoje imbuídas dele. Para os que estão interessados nos aspectos teóricos do desenvolvimento desse paradigma e em sua relação com o novo paradigma aconselhamos a leitura das obras de Fritjof Capra e de Basarab Nicolescu, ambos físicos especializados em altas energias. ”
“O Novo Paradigma em Psicologia:
Praticamente todos os grandes pioneiros da psicologia contemporânea, de William James a Carl Rogers, passando por Jung e Eysenck, têm se defrontado com conexões interpisíquicas fora do tempo e do espaço. Mas como todos eles estavam ou são ainda imbuídos do modelo newtoniano-cartesiano, a sua aceitação dos fatos ocorridos variou em conformidade com o grau de reducionismo do qual eles estavam compenetrados. Dos novos ramos da psicologia custaram a ser aceitos nas universidades e associações profissionais, justamente por que os fatos colhidos estavam em contradição com a lógica formal clássica. De um lado a parapsicologia levou muito tempo a ser aceita nos meios universitários “(...)”foi comprovada a existência de um fator “PSI” de natureza desconhecida, mas do qual se sabe que não se assemelha a nenhuma forma de energia conhecida. Este fator é comum às diferentes formas de percepção extra-sensorial (PES), tal como a telepatia, precognição e retrocognição, de um lado, e à psicosinésia ou ação da mente a distancia (PK). As diferentes formas de cura psíquica se enquadram nesta ultima categoria”(...)”o segundo novo ramo da psicologia, mais recente do que a parapsicologia é a psicologia transpessoal. Ela se ocupa das relações entre os diferentes estados de consciência e a realidade vivenciada neles. Mais particularmente ela estuda o estado de consciência propriamente transpessoal, tal como os místicos de diferentes culturas e épocas o vivenciaram e o vivenciam até hoje. As pesquisas realizadas até hoje mostram que se trata de um fenômeno cujas manifestações fisiológicas podem ser registradas com bastante precisam, a tal ponto que se pode precisar o início e o fim da entrada nesse estado de consciência. ”
Creio estar sendo claro com as colocações dessas autoridades, que estados de consciência superior existem, e podem ser alcançados por procedimentos psicológicos clínicos levando a pessoa a mais precisos diagnósticos e a processos de cura.

Psicoterapeuta Paulo de Moraes Marques

Formação em terapia regressiva em vivências passadas pelo Instituto Brasileiro de Vivências Passadas de São Paulo, 1992.

Formação em psicologia pela Universidade Católica de Pernambuco, 1977.

Conselho Regional de Psicologia, CRP: 7472/02
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domingo, 27 de setembro de 2009

Linhas gerais do processo clínico da psicoterapia de vivências passadas:

Inicialmente, através de um relaxamento físico e mental, o cliente é levado a localizar seus conteúdos traumáticos reprimidos no inconsciente.
Este relaxamento proporciona a necessária expansão da mente além dos seus limites cerebrais. A pessoa nesta ilimitada expansão mental vai a sua atemporalidade, desligando-se do tempo cronológico. Poderá assim, ir a um “não tempo” que o situará em vivências que o levarão às razões dos seus sofrimentos.
Poderá ir a situações próximas ou remotas, desta ou de outras vidas, que a tenham levado a impactos traumatizantes, que ficaram reprimidos no seu inconsciente.
Estas revelações revivenciadas são acompanhadas pela pessoa em estado consciente.
Em seguida a essas liberações emocionais, a pessoa é levada a estabelecer novas posições de vida livre dos sofrimentos e limitações que vinham lhe impedido de um viver pleno e evolutivo, seja no terreno físico, mental ou espiritual.

Psicoterapeuta Paulo de Moraes Marques

Formação em terapia regressiva em vivências passadas pelo Instituto Brasileiro de Vivências Passadas de São Paulo, 1992.

Formação em psicologia pela Universidade Católica de Pernambuco, 1977.

Conselho Regional de Psicologia, CRP: 7472/02
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