A melhor forma das pessoas perceberem o sentido da Psicoterapia Holística constitui-se no acompanhamento de relatos detalhados de casos reais, que abrangem essa dimensão holística. Cada caso é uma ilustração, um processo único e singular. Assim, na apreciação de cada um desses em sua unidade e sua forma própria e individual, vão se constituindo percepções lúcidas da ordem estrutural e dinâmica dessa psicoterapia. A unidade das nossas percepções sensoriais com as nossas percepções extra-físicas vão constituindo uma dimensão única formando um todo dos nossos vastíssimos arquivos cerebrais e extra-cerebrais sem princípio e sem fim.
Na rede energética universal permanente, mesmo individualizados, prosseguimos nossa evolução como partícula e como onda na atemporalidade e inespacialidade da componência universal.
Para concretização do exposto acima, apreciemos um caso vivenciado com um cliente, no qual foram necessários apenas quatro atendimentos.
O cliente S.D, 40 anos, advogado, no seu primeiro atendimento em 29 de junho de 2011 demonstrava intenso sofrimento interior; cobranças morais muito fortes, permanente dor nas costas e psoríase em várias partes do corpo. O núcleo dos seus sofrimentos físicos e morais, prende-se a cobrança de paternidade de um relacionamento anterior ao seu atual casamento; fato ocorrido há cerca de 12 anos. Atualmente seus sofrimentos estão insuportáveis. Relatou tudo isto em detalhes e com muitas emoções:
“Já contei em resumo tudo a esposa, mas não o suficiente”. Seu sofrimento inclui: fortes sentimentos de culpa, de pesar e de infelicidade.
Todas as atitudes, sentimentos e intenções de S.D, ao discorrer sobre sua saga, são limpas, dignas e com elevado sentido de grandeza humana.
Refletimos. Analisei com ele todo o processo e suas implicações legais e práticas. S.D foi ficando leve, descontraído, perdendo aqueles ares de culpado e de vencido.
No segundo atendimento em 14 de julho de 2011, notei de imediato uma mudança energética em S.D. Estava mais altivo, mais corado e mais forte. Ele confirmou que tinha sido muito bom o primeiro atendimento. Passei a ouvi-lo para que trouxesse mais conteúdos, detalhes e lembranças que estruturassem mais solidamente as condições para uma expansão mental. Com isto abre-se campo lúcido para as percepções extra-físicas. Seguem abaixo, palavras espontâneas de S.D:
“Uma coisa que me martela: eu nunca tive um sonho agradável! Sempre com violência ou como se eu estivesse preso. Desde pequeno, com quatro anos era como se eu não merecesse as coisas boas da vida. Depois que eu saí daqui (se referindo ao primeiro atendimento) comecei a ver até a beleza das plantas que eu não via. É como se eu tivesse feito uma coisa muito séria. Ambiente de delegacia me faz medo, guardas e policiais me dão raiva. Certa ocasião senti-me culpado em defender uma causa de uma empresa. Com essas coisas eu fui me martirizando. Não consigo achar graça em nada na minha vida. É como se a vida fosse um fardo para mim, até vir aqui para o senhor (referindo-se por ter me procurado para atendimento psicoterapêutico). Imagino várias situações em que eu me sinto preso. Os sonhos de prisões me amedrontam muito; são vários e em várias épocas. Só há um em que me vejo à frente de policiais para ações mais decisivas e firmes. Esse é menos angustiante do que os das prisões. Eu tenho com minha mãe uma relação muito forte. É como se eu tivesse cometido um crime sexual. Aos 10 anos presenciei o meu pai terminando de bater na minha mãe. Eu não tenho raiva, mas ele gostava muito de namorar. Vi as marcas de violência no pescoço de minha mãe. Nesta época senti que minha mãe estava vivendo um romance (extra conjugal). Achei normal seu procedimento.
Com referência a esposa disse: às vezes não me acho merecedor dela.
“Com o senhor (psicoterapeuta) é como se eu voltasse a respirar”.
OBS: Esse relato foi feito em clima de fortes emoções.
Após essas detalhadas e livres revelações, levei S.D a uma expansão mental, indicação terapêutica bem oportuna em função do cliente não se lembrar de nada de sua história de vida, relacionada com seus sofrimentos atuais, naquilo que se busca nele o que está realmente inconsciente e reprimido; a fim de que retome seu processo pleno e livre do seu viver.
S.D passou a vivenciar solturas de emoções há muito tempo retidas. Foi a uma VIDA ANTERIOR, onde se encontrava encarcerado com outros prisioneiros. Cenas fortíssimas de pressões, massacres e sofrimentos junto a sentimentos de impotência e inferioridade. Em certo momento chegaram os policiais e seu chefe. Os presos acusaram S.D de algo muito sério. Espremeram-no junto à grade pressionando de dentro da cela e os policiais pelo lado de fora. Cena trágica! De uma crueldade descomunal.
S.D extravasou todo seu sofrimento em fortes impulsos emocionais. Em seguida, foi abusado sexualmente pelos presos; porém não se incomodou mais com nada, pois achou que estava totalmente desmoralizado e sem valor. Ficou acocorado num canto como um morto vivo.
Em seguida vivenciou momentos de raiva, muita raiva; dos policiais e dos presos.
Ficou claro que S.D trouxe para essa vida a seguinte determinação inconsciente, passando a usá-la indiscriminadamente: “não ligar mais pra nada, sentindo-me culpado permanentemente. Não consegui reagir, fiquei acocorado na cela. Não ser merecedor por não ter reagido”.
OBS: Tudo indica que, caso S.D tivesse reagido seria um homem morto. Daí sua firme decisão inconsciente de nunca mais reagir a nada para não ser morto. Carregou consigo esta determinação para sua vida atual. Com isto, fica esclarecida a razão de todos os seus sofrimentos e desconfortos que martirizam e enfraquecem o seu viver.
Neste ponto do processo, levei-o a concluir racionalmente as razões pelas quais vinha agindo de forma tão negativa consigo mesmo e nas suas relações familiares e sociais. Em seguida, estabeleceu para si a seguinte posição firme e consciente:
“EU NÃO TENHO MEDO DE POLÍCIA NEM DOS OUTROS”.
Frase espetacular de retomada de uma vida há tanto tempo vivida moralmente acabada; desviada do sentido de justiça e achando-se culpado até de ser justo.
Refletimos em seguida, serenamente, sobre as aberturas e infinitudes da vida. S.D estava radiante, alegre e risonho. Admirado com o esplendor que se descortinava a sua frente.
Terceiro atendimento a S.D – 28 de julho de 2011:
De início S.D avisa que a psoríase está quase toda desativada. “a psoríase surgiu assim que eu soube que ela estava grávida (a mãe da possível filha de 12 anos). A dor nas costas, que surgiu há três anos, também vem desaparecendo”.
E seu estado moral e de autonomia, como vão? Perguntei-lhe. “melhor, indiscutivelmente melhor”.
Ao refletirmos sobre o direcionamento para mais uma expansão da consciência, disse-me a seguinte frase: “Sinto-me como se eu tivesse abusado de pessoas e merecesse aquele sofrimento. De onde vem o meu sentimento de culpa? É como se eu tivesse que ser castigado”.
SENTIMENTO DE CULPA ficou sendo o tema para a regressão deste terceiro atendimento. S.D se viu de imediato como um senhor feudal em seu castelo. Sentia-se todo poderoso sem se incomodar com o sofrimento dos pobres que moravam em torno. Está à mesa com a família. É avisado que uma mulher o procura na entrada do castelo. Vai até lá e não quer que nada transpareça à família. A mulher está grávida e tudo indica ser dele. Chama seus guardas, manda colocá-la num quarto e ele mesmo passa a maltratá-la; bate muito e a esmurra na barriga com violência.
Outras cenas de soberba e egoísmo foram vivenciadas.
Após S.D voltar ao estado de serenidade decorrente da liberação de suas emoções, pedi que revelasse o MOMENTO MAIS TRAUMÁTICO vivenciado. Ele foi enfático: “Esmurrando a barriga da mulher grávida; e quando eu ria da miséria das pessoas pobres que moravam em torno do castelo.
Tal revelação esclarece sua DECISÃO INCONSCIENTE, de viver submetido a um profundo sentimento de culpa, conforme suas próprias palavras: “CARREGAR A CULPA DO SOFRIMENTO DOS OUTROS, PROVOCADO POR MIM”.
Após a liberação dos seus traumas inconscientes, S.D estabeleceu para si a seguinte meta: “Não sofro mais; não sou mais soberbo e egoísta”.
Obs: Este caso apresenta sentido de profunda libertação interior. S.D sorria ainda durante os últimos momentos da expansão mental, em plena felicidade e descontração.
Convém esclarecer que a vivência como senhor feudal ocorreu em vida anterior àquela da cena com os presos e policiais. O sentimento de culpa que ele traz consigo, está fundamentado em seu comportamento como senhor feudal; e o sofrimento por ele vivenciado na cadeia em vida posterior faz sentido como uma conseqüência dos sofrimentos que ele ocasionou às pessoas em seu tempo no castelo.Esta conclusão veio do próprio cliente dentro de uma ordem inversa a sequência temporal dos fatos.
QUARTO ATENDIMENTO – 11 de agosto de 2011: S.D encontra-se em excelentes condições. Passaram todas as suas angústias, sofrimentos e fraquezas. Está feliz, forte e altivo. Informou, logo no início, que sua esposa está grávida.
Conversamos serenamente sobre todo seu processo aqui vivenciado. Por fim levei-o a um relaxamento para verificar se havia algum resquício a ser apagado. Nada havendo, S.D assim se expressou: “Quando a gente está pensando só no problema, deixa de ver as coisas bonitas da vida, porque há sempre um bloqueio. Quando eu tinha quatro anos, não havia motivo para eu ser uma criança tão triste. Me isolava. No colégio, sempre isolado”.
Neste último atendimento, foi muito bondoso em me dizer: “ O senhor me devolveu a vida”.
Observação: Ele sim, se devolveu à vida, com suas potencialidades físicas e espirituais. Tive a oportunidade de ter sido procurado por ele como instrumento de apoio a esta sua retomada evolutiva na condição de essência na unidade universal.
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
terça-feira, 27 de setembro de 2011
PSICOTERAPIA TRANSPESSOAL: ESCLARECIMENTOS
Tendo em vista o crescente interesse pelas psicoterapias de bases transpessoais, resolvemos esclarecer, tentando uma forma simples, aquilo que é, e daquilo de que trata esta moderna dimensão da psicologia.
PSICOTERAPIA TRANSPESSOAL é a abordagem que incorpora à pessoa suas dimensões extra- físicas complementando assim seu sentido de eternitude em sua unidade universal além da vivência limitada ao tempo da vida comum do nascimento à sua idade atual. Desta forma, dependendo do grau evolutivo dos níveis de consciência extra físicos das pessoas, podem elas vivenciar metáforas esclarecedoras das origens de suas dificuldades, assim como reviver encarnaçoes passadas; aproximação com anjos e guias; seres de luz e pessoas desencarnadas, e dimensões desta ordem, que as levam a amplo apoio em seu processo de cura e de desenvolvimento evolutivo em geral.
PSICOTERAPIA TRANSPESSOAL é a abordagem que incorpora à pessoa suas dimensões extra- físicas complementando assim seu sentido de eternitude em sua unidade universal além da vivência limitada ao tempo da vida comum do nascimento à sua idade atual. Desta forma, dependendo do grau evolutivo dos níveis de consciência extra físicos das pessoas, podem elas vivenciar metáforas esclarecedoras das origens de suas dificuldades, assim como reviver encarnaçoes passadas; aproximação com anjos e guias; seres de luz e pessoas desencarnadas, e dimensões desta ordem, que as levam a amplo apoio em seu processo de cura e de desenvolvimento evolutivo em geral.
FINALIZAÇÃO DO CASO DE EB
Sétimo atendimento- 19 de setembro de 2011.
ED fez hoje uma explanação bem sistematizada do seu processo psicoterapeutico. concluiu que está muito bem e o que precisa a partir de agora é ir vivenciando na prática tudo aquilo que percebeu, reformulou e determinou para a plenitude de sua vida. deu assim, altivamente, por encerrado seu tratamento. Pretende voltar em janeiro de 2012 para uma revisão geral e avaliação do andamento de sua vida. Não é mais aquele rapaz inseguro e submisso, está bem determinado e autônomo em todos os setores de sua vida.
ED fez hoje uma explanação bem sistematizada do seu processo psicoterapeutico. concluiu que está muito bem e o que precisa a partir de agora é ir vivenciando na prática tudo aquilo que percebeu, reformulou e determinou para a plenitude de sua vida. deu assim, altivamente, por encerrado seu tratamento. Pretende voltar em janeiro de 2012 para uma revisão geral e avaliação do andamento de sua vida. Não é mais aquele rapaz inseguro e submisso, está bem determinado e autônomo em todos os setores de sua vida.
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
ÙM CASO DE SUPERAÇÃO DE REPRESSÕES E MEDOS COM ORIGEM EM FATOS DA VIDA ATUAL
Este caso encontra-se em fase de renovadas práticas de autonomia e auto-estima. Seu rápido sentido de cura e retomada de uma vida promissora me leva a colocá-lo nestas anotações.
EB 33 anos, advogado. Obeso. Na casa dos pais sente-se sem valor. No âmbito social e profissional tem elevado prestígio. Está no quinto atendimento - 08 de agosto de 2011. Na infância e adolescência sofreu fortes repressões por parte do pai. Encontra-se envolvido por um medo generalizado e por uma forte confusão de valores em torno de si mesmo. Para melhor acompanhamento, seguem palavras livres e espontâneas de EB em seu primeiro atendimento:
“O medo está tomando conta de minha vida. Medo de viver, de morrer, de altura, de insucesso. Uma angústia, uma ansiedade. Meu pai criou uma revolta interna. Sofreu muito em criança. Ele oscila muito. Dez anos de exército; Trouxe isso pra dentro de casa e machuca muito. Minha mãe chegou a ir para o psiquiatra porque ele foi duro demais. Eu vejo aceitação de rua e não vejo uma aceitação em casa de pais e irmãos. Os elogios que recebo na rua são como se não tivessem sentido dentro de casa. Eu não devo ter valor. Esses amigos estão enganados. Eles não sabem dos meus desvalores. Eu sempre tive medo de perder a noção da situação. Tenho tiques nervosos, demonstro muita falta de segurança e tenho consciência disso, e então quando vou me deitar tomo um rivotril e vou dormir. Acho até que devia ter nascido em outros tempos, bem antes ou bem depois. Bebo nos fins de semana para me descontrair. Como três vezes mais do que preciso. Estou com 140 quilos. Você vai se anulando e vai se afastando dos amigos. O único progresso que eu fiz em minha vida foi o bom uso do dinheiro. O que me aflige hoje é a ansiedade e o medo. A aceitação para mim Dr. Paulo, é como se ela fosse uma força. Se eu não for aceito em casa, não posso ser aceito na rua. Agora meu pai está me aceitando mais; ele fez questão de pagar esses atendimentos; e como ele nunca fez isso e agora está confiando, até me desconcerta. Se a gente continuar conversando, acho que tudo vem do meu pai. Toda perturbação”. Observação: A partir deste ponto, EB passa a revelar grande lucidez do seu processo e eu percebo nele grande potencialidade superativa. Passa a revelar forte ausência do pai em momentos difíceis.” Minha mãe sempre muito omissa. Eu vejo essa patologia claramente. Eu já tenho a clareza de que está incomodando a mim e a minha vida em si, porque hoje eu me sinto muito anulado. Muito angustiado. Esse medo, esses problemas de minha cabeça me impedem de progredir. Me sinto bem quando estou passeando. Tudo passa. Não exito em ir para uma praia; largar tudo em questão de minuto. Eu faço isso e não quero aprovação de ninguém. Se estou fazendo alguma atividade que me traga estresse eu largo na hora, mesmo que se trate de situações profissionais”. Obs: a esta altura onde EB passou a tomar consciência plena das razões do seu processo, observei-o como que evoluindo em atitudes, posturas e encaminhamentos de tomadas de decisões firmes, revelando rapidez surpreendente para superações de suas dúvidas, medos e inseguranças. Continuemos acompanhando as ilustrativas narrações de EB. “Aquela autorização para usar uma arma, eu não daria para mim porque ainda não tenho segurança total do meu estado emocional. Vivo procurando minhas áreas de conforto”.
Obs: Um fator de altíssima contribuição para o soerguimento de EB é ele nunca ter se sentido culpado.
No segundo atendimento levei EB a uma expansão aos seus níveis de consciência além dos limites das censuras cerebrais sob o controle do EGO. Nesse estado de percepções profundas, revelou sem impactos maiores que tinha se instalado nele, pelo pai, toda uma cortina de ferro que o levou a fortíssimas sujeições até hoje. Revelou que foi perdendo todo o poder de decisão nos diversos campos de sua vida cotidiana. Após uma rápida expansão mental voltou lucidamente a um raciocínio evolutivo de determinações efetivas; assim foi ele mesmo traçando os caminhos para suas superações. Mesmo demonstrando muito medo das reações do pai, foi repetindo o que deveria fazer. No término deste segundo atendimento saiu demonstrando grandes aliviações.
Nos atendimentos seguintes passou a demonstrar gradativo encorajamento em suas relações com o pai. Deteve-se muito naquilo que desejava para si. EB segue em efetiva evolução. Contou-me como sentiu-se pleno e livre na festa dos 60 anos do pai. Usou da palavra na ocasião tecendo congraçamentos felizes.
Deste ponto em diante passamos a pesquisar outros grandes medos de EB citados anteriormente, como: forte medo de morrer e medo de altura. Levei-o a uma nova expansão mental. Viu-se na idade de 10 anos brincando de bicicleta na cobertura de um prédio. Sofreu tremendo susto ao ser impulsionado quase caindo de uma altura com mais de 10 andares. EB revelou grande surpresa nessas impactantes solturas de emoções. Concluímos juntos que o seu grande medo de morrer e de altura tem origem neste dramático episódio, que estava reprimido em seu inconsciente, determinando-lhe atitudes perturbadoras em sua vida, que o levavam a grandes limitações e sofrimentos.
Este caso enquadra-se em vivência de vida atual e encaminha-se para sua finalização.
EB 33 anos, advogado. Obeso. Na casa dos pais sente-se sem valor. No âmbito social e profissional tem elevado prestígio. Está no quinto atendimento - 08 de agosto de 2011. Na infância e adolescência sofreu fortes repressões por parte do pai. Encontra-se envolvido por um medo generalizado e por uma forte confusão de valores em torno de si mesmo. Para melhor acompanhamento, seguem palavras livres e espontâneas de EB em seu primeiro atendimento:
“O medo está tomando conta de minha vida. Medo de viver, de morrer, de altura, de insucesso. Uma angústia, uma ansiedade. Meu pai criou uma revolta interna. Sofreu muito em criança. Ele oscila muito. Dez anos de exército; Trouxe isso pra dentro de casa e machuca muito. Minha mãe chegou a ir para o psiquiatra porque ele foi duro demais. Eu vejo aceitação de rua e não vejo uma aceitação em casa de pais e irmãos. Os elogios que recebo na rua são como se não tivessem sentido dentro de casa. Eu não devo ter valor. Esses amigos estão enganados. Eles não sabem dos meus desvalores. Eu sempre tive medo de perder a noção da situação. Tenho tiques nervosos, demonstro muita falta de segurança e tenho consciência disso, e então quando vou me deitar tomo um rivotril e vou dormir. Acho até que devia ter nascido em outros tempos, bem antes ou bem depois. Bebo nos fins de semana para me descontrair. Como três vezes mais do que preciso. Estou com 140 quilos. Você vai se anulando e vai se afastando dos amigos. O único progresso que eu fiz em minha vida foi o bom uso do dinheiro. O que me aflige hoje é a ansiedade e o medo. A aceitação para mim Dr. Paulo, é como se ela fosse uma força. Se eu não for aceito em casa, não posso ser aceito na rua. Agora meu pai está me aceitando mais; ele fez questão de pagar esses atendimentos; e como ele nunca fez isso e agora está confiando, até me desconcerta. Se a gente continuar conversando, acho que tudo vem do meu pai. Toda perturbação”. Observação: A partir deste ponto, EB passa a revelar grande lucidez do seu processo e eu percebo nele grande potencialidade superativa. Passa a revelar forte ausência do pai em momentos difíceis.” Minha mãe sempre muito omissa. Eu vejo essa patologia claramente. Eu já tenho a clareza de que está incomodando a mim e a minha vida em si, porque hoje eu me sinto muito anulado. Muito angustiado. Esse medo, esses problemas de minha cabeça me impedem de progredir. Me sinto bem quando estou passeando. Tudo passa. Não exito em ir para uma praia; largar tudo em questão de minuto. Eu faço isso e não quero aprovação de ninguém. Se estou fazendo alguma atividade que me traga estresse eu largo na hora, mesmo que se trate de situações profissionais”. Obs: a esta altura onde EB passou a tomar consciência plena das razões do seu processo, observei-o como que evoluindo em atitudes, posturas e encaminhamentos de tomadas de decisões firmes, revelando rapidez surpreendente para superações de suas dúvidas, medos e inseguranças. Continuemos acompanhando as ilustrativas narrações de EB. “Aquela autorização para usar uma arma, eu não daria para mim porque ainda não tenho segurança total do meu estado emocional. Vivo procurando minhas áreas de conforto”.
Obs: Um fator de altíssima contribuição para o soerguimento de EB é ele nunca ter se sentido culpado.
No segundo atendimento levei EB a uma expansão aos seus níveis de consciência além dos limites das censuras cerebrais sob o controle do EGO. Nesse estado de percepções profundas, revelou sem impactos maiores que tinha se instalado nele, pelo pai, toda uma cortina de ferro que o levou a fortíssimas sujeições até hoje. Revelou que foi perdendo todo o poder de decisão nos diversos campos de sua vida cotidiana. Após uma rápida expansão mental voltou lucidamente a um raciocínio evolutivo de determinações efetivas; assim foi ele mesmo traçando os caminhos para suas superações. Mesmo demonstrando muito medo das reações do pai, foi repetindo o que deveria fazer. No término deste segundo atendimento saiu demonstrando grandes aliviações.
Nos atendimentos seguintes passou a demonstrar gradativo encorajamento em suas relações com o pai. Deteve-se muito naquilo que desejava para si. EB segue em efetiva evolução. Contou-me como sentiu-se pleno e livre na festa dos 60 anos do pai. Usou da palavra na ocasião tecendo congraçamentos felizes.
Deste ponto em diante passamos a pesquisar outros grandes medos de EB citados anteriormente, como: forte medo de morrer e medo de altura. Levei-o a uma nova expansão mental. Viu-se na idade de 10 anos brincando de bicicleta na cobertura de um prédio. Sofreu tremendo susto ao ser impulsionado quase caindo de uma altura com mais de 10 andares. EB revelou grande surpresa nessas impactantes solturas de emoções. Concluímos juntos que o seu grande medo de morrer e de altura tem origem neste dramático episódio, que estava reprimido em seu inconsciente, determinando-lhe atitudes perturbadoras em sua vida, que o levavam a grandes limitações e sofrimentos.
Este caso enquadra-se em vivência de vida atual e encaminha-se para sua finalização.
segunda-feira, 11 de julho de 2011
O EGO E NOSSA LUTA EVOLUTIVA
Nossas referências nos relacionamentos com as pessoas, meio social e conosco mesmo, vão se organizando a partir das percepções obtidas pelos nossos cinco sentidos. Esse processo se encaminha sob a influência daquelas pessoas com as quais convivemos desde nossos primeiros dias de vida. Assim nossas referências vão se constituindo em função dos valores e preconceitos dos outros e sob a carga cultural dos contextos onde circulamos. Com o passar do tempo, a luta pela nossa independência de atitudes vai prosseguindo. É grande esta luta pois ela constitui o próprio processo de apuramento que em cada um de nós vai acontecendo. Deste permanente processo evolutivo começam a participar, não apenas as percepções sensoriais, mas também as percepções extra-físicas que vão sendo trabalhadas pela nossa mente em suas dimensões além do cérebro. Ampliam-se assim infinitamente nossas referências iniciais captadas por nossas percepções sensoriais.
Se tivermos tido razoável formação de valores, tudo vai dentro de um certo equilíbrio, mas se os valores instalados tiverem sido distorcidos começam a surgir distúrbios de corpo e de mente, levando-nos a desarranjos muitas vezes de difíceis superações.
Nosso EGO é uma força de início fundamentada no sentido de nos defender e orientar em todos os níveis de nossa vida . Ele encontra-se bastante integrado a nossa racionalidade, e profundamente influenciado pelas referências em nós instaladas. Isso implica em medos culpas e apegos muitas vezes exagerados que perturbam o alcance de níveis de felicidade tão fundamentais para o bem estar de nossas vidas e daquelas pessoas com as quais convivemos.
A Psicologia Holística pode colocar as pessoas em consciência e sintonia com o todo universal. Assim tor-na-se ela de alto sentido no apoio às superações impostas pelas formações pessoais distorcidas, maiores ou menores, tornando-nos fortes e autônomos em nossas estruturações libertadoras.
Segue texto ilustrativo sobre a atuação do EGO em nossas vidas.
Se tivermos tido razoável formação de valores, tudo vai dentro de um certo equilíbrio, mas se os valores instalados tiverem sido distorcidos começam a surgir distúrbios de corpo e de mente, levando-nos a desarranjos muitas vezes de difíceis superações.
Nosso EGO é uma força de início fundamentada no sentido de nos defender e orientar em todos os níveis de nossa vida . Ele encontra-se bastante integrado a nossa racionalidade, e profundamente influenciado pelas referências em nós instaladas. Isso implica em medos culpas e apegos muitas vezes exagerados que perturbam o alcance de níveis de felicidade tão fundamentais para o bem estar de nossas vidas e daquelas pessoas com as quais convivemos.
A Psicologia Holística pode colocar as pessoas em consciência e sintonia com o todo universal. Assim tor-na-se ela de alto sentido no apoio às superações impostas pelas formações pessoais distorcidas, maiores ou menores, tornando-nos fortes e autônomos em nossas estruturações libertadoras.
Segue texto ilustrativo sobre a atuação do EGO em nossas vidas.
sábado, 9 de julho de 2011
ENTRE O EGO E A ALMA
"Enquanto pensamos que a morte é o que mais separa as pessoas, o EGO, desde sempre, vem fazendo esse "serviço" muito mais do que ela. Não há nada que vença o EGO em termos de separações.
E como é que ele age?
- No casamento e nas relações amorosas: em nome da "incompatibilidade de gênios", homens e mulheres se separam, sem darem chance à flexibilidade que faria com que ambos - de comum acordo - cedessem um pouco. Não! Para o EGO não tem acordo quando se trata de ceder. Seria "rebaixar-se"! Ele só entende assim.
- Nas amizades: uma atitude ou palavra mal colocadas são, muitas vezes, suficientes para que amigos se separem, deixando cair no esquecimento as tantas coisas boas que fizeram brotar uma tão valiosa amizade. Não! O EGO não admite erros nem pedidos de perdão. Seria abrir mão da punição! Ele só entende assim.
- Nas famílias: tantos pais, irmãos e filhos se separam, só pela necessidade de impor suas vontades, de ver "quem manda aqui", quem ganha a condição de dono da última palavra. Na maioria dos casos, numa reunião familiar, e com um pouco de humildade todos saberiam até onde ir e quando parar.Não! O EGO quer deter o poder sobre tudo e sobre todos. Limites seriam um caso de obediência! Ele só entende assim.
- Nas carreiras: pessoas escolhem seguir a mesma carreira ou carreiras diferentes, e muitas dessas pessoas gastam a melhor parte da sua vida competindo, vigiando, farejando os passos das outras, dada a precisão de ser "a melhor". A consciência de que "o sol nasceu para todos" faria isso parar.Não! O EGO quer ganhar sempre, custe o que custar. Aceitar vitórias alheias seria fracassar! Ele só entende assim.
Em toda situação conflitiva que determina separações o EGO se faz presente e sempre quer ganhar.
É nos carros, em bricadeiras desnecessárias; é no trabalho, em críticas contra colegas; é nas escolas, em exibições de notas; é nas guerras, onde ganhar é questão de vida ou morte; é na vizinhança, em encrencas vulgares, e assim por diante... infinitamente...
Pense em algo similar, não citado aqui, e você notará que nele também está a ditadura do EGO. Basta que o caso lembrado seja capaz de separar pessoas.
Não! Não é a morte o que mais promove essas apartações. É o EGO, o filho predileto do orgulho!
Sua ALMA e seu EGO ocupam o mesmo "castelo". Deixe que a sua ALMA seja a rainha vitalicia do lugar! Ela é aquela parte sua que deseja Paz e Reconciliações.
O EGO é o mal dentro de você. Dê-lhe um "cala-boca" bem dado. Assim - e só assim - a Vida lhe abrirá as portas da verdadeira e perene Felicidade".
Silvia Schmidt
"Enquanto pensamos que a morte é o que mais separa as pessoas, o EGO, desde sempre, vem fazendo esse "serviço" muito mais do que ela. Não há nada que vença o EGO em termos de separações.
E como é que ele age?
- No casamento e nas relações amorosas: em nome da "incompatibilidade de gênios", homens e mulheres se separam, sem darem chance à flexibilidade que faria com que ambos - de comum acordo - cedessem um pouco. Não! Para o EGO não tem acordo quando se trata de ceder. Seria "rebaixar-se"! Ele só entende assim.
- Nas amizades: uma atitude ou palavra mal colocadas são, muitas vezes, suficientes para que amigos se separem, deixando cair no esquecimento as tantas coisas boas que fizeram brotar uma tão valiosa amizade. Não! O EGO não admite erros nem pedidos de perdão. Seria abrir mão da punição! Ele só entende assim.
- Nas famílias: tantos pais, irmãos e filhos se separam, só pela necessidade de impor suas vontades, de ver "quem manda aqui", quem ganha a condição de dono da última palavra. Na maioria dos casos, numa reunião familiar, e com um pouco de humildade todos saberiam até onde ir e quando parar.Não! O EGO quer deter o poder sobre tudo e sobre todos. Limites seriam um caso de obediência! Ele só entende assim.
- Nas carreiras: pessoas escolhem seguir a mesma carreira ou carreiras diferentes, e muitas dessas pessoas gastam a melhor parte da sua vida competindo, vigiando, farejando os passos das outras, dada a precisão de ser "a melhor". A consciência de que "o sol nasceu para todos" faria isso parar.Não! O EGO quer ganhar sempre, custe o que custar. Aceitar vitórias alheias seria fracassar! Ele só entende assim.
Em toda situação conflitiva que determina separações o EGO se faz presente e sempre quer ganhar.
É nos carros, em bricadeiras desnecessárias; é no trabalho, em críticas contra colegas; é nas escolas, em exibições de notas; é nas guerras, onde ganhar é questão de vida ou morte; é na vizinhança, em encrencas vulgares, e assim por diante... infinitamente...
Pense em algo similar, não citado aqui, e você notará que nele também está a ditadura do EGO. Basta que o caso lembrado seja capaz de separar pessoas.
Não! Não é a morte o que mais promove essas apartações. É o EGO, o filho predileto do orgulho!
Sua ALMA e seu EGO ocupam o mesmo "castelo". Deixe que a sua ALMA seja a rainha vitalicia do lugar! Ela é aquela parte sua que deseja Paz e Reconciliações.
O EGO é o mal dentro de você. Dê-lhe um "cala-boca" bem dado. Assim - e só assim - a Vida lhe abrirá as portas da verdadeira e perene Felicidade".
Silvia Schmidt
quinta-feira, 9 de junho de 2011
O EGO E O SELF NA PSICOTERAPIA HOLÍSTICA
Somos a todo momento pressionados pelo nosso Ego. Isto pode nos levar a medos, culpas e apegos exagerados. O nosso caminho evolutivo é a superação deste Ego, para que sigamos em direção ao Self, estágio de consciência superior que nos proporciona a serenidade divina. A Psicoterapia Holística oferece a plena visão, pelos níveis de percepção extra física, em direção ao nosso Self.
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